Red Tara

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The Buddha Before He Was Buddha, Dzongsar Khyentse Rinpoche, The Way of the Bodhisattva, Vol. I, CD5, Track 5

When our Buddha, Shakyamuni, before he became the Buddha; when he was not even a bodhisattva, he was a completely ordinary being. This was many, many aeons before.

He met—I am not so sure, there are a thousand Buddhas so I am mixing this up a little bit, but part of the story I am quite sure—I think it was Dipamkara, the first Buddha.  He wanted to take the bodhisattva vow and when he approached Dipamkara and asked to take the bodhisattva vow, Dipamkara said, “You have to give me something.  You have to perform something to accumulate merit.”

Shakyamuni was so poor that he didn’t even have clothes to wear; so he didn’t have anything to offer. But Dipamkara was a potter, he made pots.  So when Shakyamuni (I think he was the one) when he took the bodhisattva vow for the first time, he offered a service of kneading clay and based on that merit he planted the bodhichitta.

Uma Versaõ em Português:

O Buda Antes, Dzongsar Khyentse Rinpoche, O Caminho do Bodisatva, Vol. I, CD5, Faixa 5

O Buda Shakyamuni, antes de ele ser, nas suas vidas pregressas, antes de ele ser quem ele foi, antes mesmo de ele ser um bodisatva, quando ele era um ser ordinário… e o Rinpoche falou que ele não tem certeza absoluta dos detalhes porque são mil os budas. Então, talvez ele esteja trocando aqui alguma bola, mas de qualquer forma, ele sabe que o sentido geral da historia é correto. Talvez, naquela época, aquele ser ordinário depois veio a se transformar no Buda Sakyamuni muitas e muitas vidas depois, encontrou o Buda daquela era, o que era o Buda Dipamkara, que era o segundo Buda que apareceu. Então, aquele ser ordinário se aproximou do Buda Dipamkara dizendo que ele gostaria tomar os votos de bodisatva.

O Buda Dipamkara disse que aquele ser ordinário teria que fazer a ele uma oferenda. Porque assim ele iria acumular um mérito e aquilo era necessário.

Sakyamuni era tão pobre que ele não tinha nem o roupa adequada para vestir. Mas Dipamkara era um oleiro, quem faz cerâmica. Ele fazia jarros de barro.

O Buda Sakyamuni quando ele foi tomar os votos de bodisatva, a oferenda que ele fez ao Buda Dipamkara foi o seu trabalho. Ele ofereceu ficar por um determinado tempo amassando a argila que Dipamkara usava para moldar os seus jarros.

Com base nesse mérito, foi nele plantada a semente da boditchita.


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A Story about Atisha: “You Should Practice the Dharma” from Dzongsar Khyentse Rinpoche, Ngondro, CD1, track 10

(A variation on a classic story from Patrul Rinpoche’s, The Words of My Perfect Teacher)

When Atisha Dipamkara  was in Tibet, he told one of his students who was circumabulating a stupa and said, “Well, circumambulating a stupa is very, very adorable, venerable but you should practice the Dharma.”

So this guy thought, “Well, maybe my lama means meditating.”

After a few months, Atisha came and said, “Your meditating is incredible. That’s so adorable. That’s amazing but you should practice the Dharma.”

He tried several of things like chanting mantras. Finally he asked Atisha, “I’ve done almost everything! You still keep on telling me to practice the Dharma, what is it that I should do?” Atisha said, “(Tibetan) You should give up the short sighted agenda of this life!”

Versão em Português (Tradução, Manoel Vidal)

A história sobre Atisha: “Você deveria praticar o Darma” de Dzongsar Khyentse Rinpoche, Ngondro, CD1.10

(Uma variação de As palavras do meu professor perfeito)

Quando Atisha Dipamkara estava no Tibet, ele falou a um aluno dele que estava fazendo uma circumambulação em torno de uma estupa. Atisha falou para aquele aluno, “Fazer a circumambulação é uma coisa adorável, uma coisa venerável mas você deveria estar praticando o darma.”

Aquele aluno disse, “Ah, talvez o que o meu lama tenha em mente é que eu deveria estar meditando.”

Passado algum tempo, Atisha apareceu de novo e falou para aquele aluno, “Sua meditação é adorável, é incrível, é extraordinária mas você deveria estar praticando o darma.”

Ele tentou várias coisas como por exemplo, cantar mantras. E finalmente, o aluno disse a Atisha, “Eu já tentei todo tipo de coisa e você continua falando que eu deveria praticar o darma, mas então, o quê que é que você acha que eu devo fazer.”

Atisha disse, “Você deveria abrir mão dessa sua agenda, dessa programação pessoal curta, de curto prazo, que pensa nesta vida.”

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Chagdud Khadro, “The Story of Tara” from Red Tara, An Open Door to Bliss and Ultimate Awareness

The Story of Tara

Countless aeons ago, in a time beyond the beginning of our time, a Buddha appeared in a worldly realm called “Various Lights.” A princess in that realm, named Moon of Wisdom (Tib. Yeshe Dawa), developed great faith in and devotion toward the Buddha. She paid homage with body, speech and mind, making immeasurable offerings to him and his retinue. When, by virtue of her vast accumulations of merit and pristine awareness, the thought of supreme enlightenment awakened in her, the monks of the realm advised her to pray for rebirth in a male body, for they thought that such a body would be a superior vehicle for enlightenment.

Because Yeshe Dawa had realized the empty nature of all phenomena, she recognized that there was no inherent reality in either the male body or the female body. Confronted by the relative reality of ignorant insistence on such differentiations, however, she made the commitment to always take rebirth in a female form.

Eventually, she attained a profound meditative state from which she was able to place innumerable beings in realms beyond suffering. In our own world system she manifested as Tara through the compassion of Avalokiteshvara (Tib. Kyan Razig), and here she made the particular vow to liberate beings from the eight great fears that are the projections of negativity within the mind. These are fear of elephants as the projection of ignorance, of fire as the projection of anger, of lions as pride, of robbers as false views, of floods as avarice, of snakes as jealousy, of handcuffs (imprisonment) as miserliness and of demons as doubt.

This traditional delineation of fears encompasses all the fears and phobias that arise from our habits of attachment and aversion. Ultimately Tara offers liberation from any fear of samsaric suffering. For this reason she is called the Swift Savioress.

Practice

Versão em Português (Leitura, Lama Sherab Drolma)

Lama Sherab, “A História de Tara”, Tara Vermelha: Uma Porta Aberta para a Bem-Aventurança e o Estado Desperto Definitivo (Chagdud Khadro)

A História de Tara

Incontáveis eras atrás, num tempo além do início do nosso tempo, um Buda apareceu numa esfera planetária chamada “Profusão de Luzes”. Uma princesa desse reino, chamada Lua de Sabedoria (tib. Ieshe Daua), desenvolveu grande fé e devoção pelo Buda. Ela prestou homenagens com seu corpo, fala e mente, fazendo inúmeras oferendas ao Buda e a seu séquito. Quando, em virtude de suas vastas acumulações de mérito e sabedoria, o pensamento da iluminação suprema despertou dentro dela, os monges daquele reino aconselharam-na a rezar para ter um renascimento com o corpo de homem, pois pensavam que tal corpo constituiria um veículo superior para se alcançar a iluminação.

Por haver compreendido a natureza vazia de todos os fenômenos, Ieshe Daua reconheceu que não existia qualquer realidade intrínseca quer no corpo do homem, quer no da mulher. Entretanto, diante da realidade relativa da ignorância que insistia nessas diferenciações, ela assumiu o compromisso de sempre renascer em forma feminina.

Finalmente, ela alcançou um profundo estado meditativo, a partir do qual se tornou capaz de levar incontáveis seres a reinos além do sofrimento. Em nosso sistema planetário, ela manifestou-se como Tara por meio da compaixão de Avalokiteshvara (tib. Tchen Rezig), onde, então, tomou o voto particular de liberar os seres does oito grandes medos, que são projeções da negatividades existentes na mente. São eles: o medo de elefantes, a projeção da ignorância o medo do fogo, a projeção da raiva; o medo de leões, a projeção do orgulho; o medo de ladrões, a projeção das visões errôneas; o medo de enchentes, a projeção da ganância; o medo de cobras, a projeção da inveja; o medo de algemas (encarceramento), a projeção da avareza; e o medo de demônios, a projeção das dúvidas. Esta classificação tradicional dos medos abrange todos os medos e fobias que se originam de nossos hábitos de apego e aversão. Em última análise, Tara oferece liberação de quaisquer métodos contidos no sofrimento samsárico. Por este motivo, é chamada de a Salvador Veloz.

Prática

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