Stories from the Buddhist Tradition, “The Story of Tara” (Chagdud Khadro)

Chagdud Khadro, “The Story of Tara” from Red Tara, An Open Door to Bliss and Ultimate Awareness

The Story of Tara

Countless aeons ago, in a time beyond the beginning of our time, a Buddha appeared in a worldly realm called “Various Lights.” A princess in that realm, named Moon of Wisdom (Tib. Yeshe Dawa), developed great faith in and devotion toward the Buddha. She paid homage with body, speech and mind, making immeasurable offerings to him and his retinue. When, by virtue of her vast accumulations of merit and pristine awareness, the thought of supreme enlightenment awakened in her, the monks of the realm advised her to pray for rebirth in a male body, for they thought that such a body would be a superior vehicle for enlightenment.

Because Yeshe Dawa had realized the empty nature of all phenomena, she recognized that there was no inherent reality in either the male body or the female body. Confronted by the relative reality of ignorant insistence on such differentiations, however, she made the commitment to always take rebirth in a female form.

Eventually, she attained a profound meditative state from which she was able to place innumerable beings in realms beyond suffering. In our own world system she manifested as Tara through the compassion of Avalokiteshvara (Tib. Kyan Razig), and here she made the particular vow to liberate beings from the eight great fears that are the projections of negativity within the mind. These are fear of elephants as the projection of ignorance, of fire as the projection of anger, of lions as pride, of robbers as false views, of floods as avarice, of snakes as jealousy, of handcuffs (imprisonment) as miserliness and of demons as doubt.

This traditional delineation of fears encompasses all the fears and phobias that arise from our habits of attachment and aversion. Ultimately Tara offers liberation from any fear of samsaric suffering. For this reason she is called the Swift Savioress.

Practice

Versão em Português (Leitura, Lama Sherab Drolma)

Lama Sherab, “A História de Tara”, Tara Vermelha: Uma Porta Aberta para a Bem-Aventurança e o Estado Desperto Definitivo (Chagdud Khadro)

A História de Tara

Incontáveis eras atrás, num tempo além do início do nosso tempo, um Buda apareceu numa esfera planetária chamada “Profusão de Luzes”. Uma princesa desse reino, chamada Lua de Sabedoria (tib. Ieshe Daua), desenvolveu grande fé e devoção pelo Buda. Ela prestou homenagens com seu corpo, fala e mente, fazendo inúmeras oferendas ao Buda e a seu séquito. Quando, em virtude de suas vastas acumulações de mérito e sabedoria, o pensamento da iluminação suprema despertou dentro dela, os monges daquele reino aconselharam-na a rezar para ter um renascimento com o corpo de homem, pois pensavam que tal corpo constituiria um veículo superior para se alcançar a iluminação.

Por haver compreendido a natureza vazia de todos os fenômenos, Ieshe Daua reconheceu que não existia qualquer realidade intrínseca quer no corpo do homem, quer no da mulher. Entretanto, diante da realidade relativa da ignorância que insistia nessas diferenciações, ela assumiu o compromisso de sempre renascer em forma feminina.

Finalmente, ela alcançou um profundo estado meditativo, a partir do qual se tornou capaz de levar incontáveis seres a reinos além do sofrimento. Em nosso sistema planetário, ela manifestou-se como Tara por meio da compaixão de Avalokiteshvara (tib. Tchen Rezig), onde, então, tomou o voto particular de liberar os seres does oito grandes medos, que são projeções da negatividades existentes na mente. São eles: o medo de elefantes, a projeção da ignorância o medo do fogo, a projeção da raiva; o medo de leões, a projeção do orgulho; o medo de ladrões, a projeção das visões errôneas; o medo de enchentes, a projeção da ganância; o medo de cobras, a projeção da inveja; o medo de algemas (encarceramento), a projeção da avareza; e o medo de demônios, a projeção das dúvidas. Esta classificação tradicional dos medos abrange todos os medos e fobias que se originam de nossos hábitos de apego e aversão. Em última análise, Tara oferece liberação de quaisquer métodos contidos no sofrimento samsárico. Por este motivo, é chamada de a Salvador Veloz.

Prática

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